Já pararam para pensar
sobre o tempo, o que é o tempo? o que ele faz com a gente? ele é
relativo? ele é estável?que tempo é esse que nos devora?
Tempo pode ser história,
pode ser instante, pode ser eternidade, pode ser simbólico, pode ser clichê.
Tempo é memória. Esses dias fui ao cemitério, o cemitério, para mim, é um
retrato do tempo ou seria de um tempo?
O tempo que eu mais
gosto é o tempo literário, simplesmente fascinante. Não faz muito que eu o
descobri, mas logo me enamorei. Imagina só ir de um século a outro em uma
página. Passar em um único período de uma dimensão a outra. Passar bem devagarzinho
naquele momento da trama que deveria durar uma eternidade. As palavras desvelam
o tempo. Tempo é medo ou o medo é questão de tempo? Ainda bem que temos os
tempos verbais.
As crianças não se
importam com o tempo. “era uma vez ...” é o quanto basta. De novo, de novo e de
novo.
O tempo mora dentro dos
poetas. E explode em versos. Versos velhos e bolorentos, mas que ao entrarem em
contato com o sol iluminam as pobres almas.
Os adultos querem saber
tudo. Tempo de máquina de escrever, tempo de computador. Tempo de amar, tempo
de morrer. Quanta perda de tempo.
Bom, não tenho mais
tempo:
“Eu vou ter que falar
com ele, mas o que eu vou dizer meu Deus!!Eu errei Marcus! Mas eu te amo!Tu já erraste
e muito comigo e eu te perdoei. A Nanda tem é inveja de nós, ela não tem
ninguém, nem sabe o que é amar mesmo. Sabe é pular de galho em galho feito um
bicho no cio, ah e fazer fofoca, faz como ninguém. Ele me beijou, ele me pegou!Todo
mundo viu.Não...Não. Ele me beijou...tá eu também quis naquele momento, foi meu
ego, foi meu lado ruim, aquela coisa que a gente tem de querer se sentir
querido, mesmo sabendo que não é pra valer. A próxima parada é a minha. Mesmo
se eu tivesse dormido com ele não ia ser como é com a gente. Por favor meu Deus
me ajuda! Não me chama de Betina! Me chama de Tina meu amor!Não faz isso!Eu vou
conseguir convencer...eu vou chorar.Já to chorando e esse senhor ta me
olhando...Marcus, tudo que a gente passou não é em vão, é amor...não se pode jogar
fora assim! Me escuta! Não vai! Fica comigo e eu vou te explicar! Talvez se eu
tivesse dito...”
-Senhora, pode me
mostrar sua identidade... é de praxe! (hum...tem mais de 70, nem parece... Betina
Gonçalves...nome bonito...) – Obrigado senhora! Olha, essa é a última parada, viu!
- Ah sim. Obrigada.
Desço aqui.
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