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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

99º A palavra de hoje: Dragão



Como um dragão
Com a força que somente a feiura traduz
Protegendo meus mais falsos tesouros
Meu mal e meu terror
Venci meu próprio dragão
Na busca da imortalidade das palavras
Passando por fogo e água
Voei
O mito e o monstro
Na humanidade de querer ser o que não sou
Sendo o que não quero ser
Metamorfose
Fecundando o papel
Como chuva na terra
Busquei meus poderes mágicos
Nas palavras trágicas
Que já nascem pra morrer
Na boca do dragão

domingo, 30 de dezembro de 2012

98º A palavra de hoje: outras


Sou uma incógnita, me crio e me recrio de acordo com minhas vontades. Sou muitas em uma única. Aqui sou discurso e nada mais.
...

Levantei cedo da cama
Escrevi duas ou três palavras
Voltei a dormir
Tentativa de restabelecer a conexão 

...

me atirei no precipício
tu não me agarraste
me debati aos gritos
tu não me acalmaste
me perdi em labirintos
tu não me procuraste
chorei minhas feridas
tu não me curaste
projetei meus sonhos em ti
tu me acordaste

...

o ar condicionado esconde
o que não quero ver
o sol queimando
as flores lá fora
pintei as unhas de vermelho
lembrando flores
ou seria sangue?

...


domingo, 16 de dezembro de 2012

97º A palavra de hoje: algumas...que me escapam


Quero quebrar as regras, por que uma se me veio várias? me saltaram a goela e a ponta dos dedos trêmulos...

...

Perigo
Há fúria nesta matéria
Uma besta fera

Felizes os assassinos
Que corajosos
Fazem arte-verdade

...


A felicidade e a tristeza caminham junto conosco, basta saber com qual das duas queremos conversar... Hoje quero charlar com a felicidade, mas a tristeza ta puxando papo...

...

Preciso respirar poesia
Ler poesia
Viver poesia
A vida tá tão linda
Pena que finda

...

No aguardo de uma palavra
Que surpreenda
Que me desengane
Que me sacoleje dessa inércia
Que feche um ciclo
Que abra uma brecha
Na rocha
Que deixe escorrer
Que brote
O que de pior eu tenha a dizer 

96º A palavra de hoje: sofrer


De que me valem as letras se não posso cria uma palavra que te defina
De que me valem os livros se só me contam mentiras sobre ti
De que me valem filosofias se não consigo pensar em nada além de ti
De que me valem as palavras se não te convenço da beleza do viver
Nem a morte me vale nestes momentos de sofrer

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

95º A palavra de hoje: lar



Onde é o meu lugar?
Até que ponto tenho um lar?
Somos queridos
Até quando?
Disputas
Não importa para onde eu vá
Nunca será o meu lugar
Desassossego de viver
Incompreensão do ser
Só posso ser eu mesma
Em meu túmulo de silêncio 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

94º As palavras de hoje: O menino e o quero-quero



Era um menino
Era um velho poeta
Dicotômico
Com seus silêncios falantes
Com suas viagens ao espaço
De uma palavra
Caminhando no verde
Esperança
Encontrou um ninho
Quero-quero
Tão livre voando
Tão preso vigilante
Quero-quero queria
Palavras no vento
O menino queria
Quero-quero de fogo
No risco dicotômico
De apagar-se a chama

domingo, 2 de dezembro de 2012

93º A palavra de hoje:


Superfície porosa
Engendrada
Meticulosamente fechada
Se debatendo
Como se estivesse dentro
Da minha caixa torácica
Putrefação das ideias
Mortas antes mesmo de chegar
A minha garganta
Ou dedos
Sujos de tanto tatear
O vazio

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

92º A palavra de hoje: Carinho



Carinho é mais que amor
É mais que paixão
É mais que ódio
É a leveza
Que só pode nascer
Depois que todos esses morrem

91º A palavra de hoje: Dezembro


O que é Natal?
É chegar dezembro e sentir o burburinho nas ruas da cidade?
Não sei se é bem isso, mas também é isso. Seria um tempo de união. Seria um tempo de contemplação e meditação, de encontrarmos o que temos de melhor. Ultimamente não é bem assim... pensamos mais nos presentes que vão receber e menos no que temos a dar.
Mas ainda há esperança! Temos crianças, papais Noel anônimos, árvores de natal, derreter de gelo do coração...
Natal traz lembranças de papai Noel da infância... carinhos de vó, família reunida, foguetes, comida, ansiedade infantil, por fim eu já sabia que era minha mãe que se vestia de papai Noel, com aquela voz fininha, dava gosto ver a carinha dos meus primos menores.
Mas o tempo é mesmo implacável, tantos que já partiram, outros se afastaram. Também, o tempo é cíclico porque outros chegaram para dar continuidade e alegria. Todo aquele espaço gigantesco de quintal, toda alegria por uma renovação...simplicidade e ternura. Egoísmo infantil de acreditar que papai Noel não me faltaria... e não me faltou, com simplicidade e ternura.
Realmente estou ficando velha ou atingindo algum tipo de maturidade ou ainda, obcecada por remexer no passado. Tenho buscado minha infância, escutado músicas velhas, olhado fotos antigas, rido de velhas coisas engraçadas. Sentido uma dorzinha que desce pela garganta e que chega até o estomago. Posso sentir o gosto do café passado de minha falecida vó materna. Visito seguidamente o  quintal da casa de minha falecida vó paterna, ele me parecia imenso... hoje é tão pequeno que me aperta.
Dezembro se aproxima e também a melancolia de um tempo que não volta mais. Mas reviver esse passado afirma meu presente de ser papai Noel e projeta meu futuro de café e quintal.

domingo, 25 de novembro de 2012

90º A palavra de hoje: papel


Palavras de vento
Palavras de pedra
Palavras dos dedos
Que tocam o papel
Resenha de mundo
Poesia do fundo
Menina sorrindo
O mundo 
Através de um caleidoscópio de papel

sábado, 24 de novembro de 2012

89º A palavra de hoje: incisão


Arrancou a pele macia
Até que aparecesse
Somente a carne
Após rasgar a carne
Com suas próprias unhas
Tirou de dentro
Palavras sujas
Com cheiro de interior
Escuras
Assustadoras
Traziam a essência
Do que se tem de pior

88º A palavra de hoje: livros


Drummond pediu a chave
Eu não tinha
Bilac pediu a rima
Eu não sabia
Quintana tinha esperança
Eu não via
Cecília tinha a melancolia
Eu temia
Havia livros...
Eu os queria

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

87º A palavra de hoje: artigo


Artigo indefinido
Artigo acadêmico
Artigo de primeira
Artigo na lei
Artigo definido
Tec tc ttc tcc

86º A palavra de hoje: despertar


Quando adormeceu
Despertou
Esfregou com força
Seu sexo na coxa
Firme e áspera
Prazer, calor
Lençol e sangue
Moça
Se tornou

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

85º As palavras de hoje: Carta de muitas mães para muitos filhos



Filho perdão,
Hoje consigo ver com clareza que o tempo nos separou e nos uniu, para mãe e filho não existe passado, presente e futuro, tudo é um tempo só, tempo de erros e acertos, tempo de brigas e de entendimento. Sabe-se lá o quanto te fiz sofrer com meu egoísmo juvenil. Sabe-se lá quantas vezes te fiz chorar e sentir que não tinhas importância para mim. Tudo efemeridades. Muitas mães talvez não acordem desse pesadelo disfarçado de sonho. Sonho de ser livre e de acreditar que está sempre fazendo a coisa certa, mesmo que no íntimo saibamos que não é bem assim. Comprar presente para se fazer presente. Presença seria muito mais presente do que qualquer presente, hoje eu sei...
Filho, o que dizer? de tudo que não foi dito e que me vem à boca com o gosto amargo do arrependimento. E o que dizer? do que foi dito sem nenhuma reflexão e hoje dá vazão a dor do que não deveria ter sido. Dias, meses, anos buscando palavras doces ou amargas para te contar o que não sei dizer. Não quero ficar uma pessoa amargurada que só remói palavras que já estão fora de seu contexto. Talvez seja melhor assim, talvez haja uma possibilidade de adoçá-las.
Ser mãe, ser filho...como explicar essa relação? prefiro te pedir perdão por tudo o que fui e por tudo o que não fui, na certeza do que ainda posso ser. E só essa certeza me alenta, saber que ainda seremos, apesar de tudo... mãe e filho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

84º A palavra de hoje: desinquietude


Sofro em minhas próprias mãos
Amo em mais completa solidão
Vejo cega na escuridão
Pobre coração
Não se contenta
Busca sempre o vazio
Como consolação

terça-feira, 20 de novembro de 2012

83º A palavra de hoje: nome de anjo


Não precisas ser anjo
Basta ser meu
Se um dia te faltei
Hoje, a duras penas sofro
Amo
Sofreguidão
Olho furtivamente o relógio
Tanto tempo já se passou
Mas ainda restam tempos 
de reconhecimento
também de estranhamento
Não necessito pedir perdão
Basta um olhar
Basta nosso abraço
Tão cheio de significação

82º A palavra de hoje: Helena de Tróia


Em Tróia
Conheci-a
Vesti sua pele

Pedi:
Bóinhas de sabão piquininhas
Passeá de carrinho
Quéio flores

Vesti seus sapatinhos:
Caminhei feito bailarina
Dancei desengonçado e lindo
Pulei dentro da poça d’água feliz

Voltei de Tróia me sentindo imperatriz

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

81º A palavra de hoje: Louca


Tiraram-lhe as roupas
E seus sapatos preferidos
Largaram-na nua
Na rua
Cortaram-lhe os cabelos
Longas ondas negras ao chão
Tiraram-lhe o papel e caneta
Tinha ainda sua mente insana
E gritou:
Isso não!

domingo, 18 de novembro de 2012

80º A palavra de hoje: rima pobre


Pobre do poeta que acha que poesia é só inspiração
Coitado do poeta que acha que poesia é só transpiração
Pobre do poeta que não sente dor
Coitado do poeta que só tem amor
Pobre do poeta que tateia em busca do sucesso
Coitado do poeta que lamenta sua perdição 
Pobre do poeta que só viu a flor
Coitado do poeta que tropeçou na pedra
Feliz o poeta que comeu poetas
Limpou a boca com palavras sujas
E arrotou um poeminha torto
Que satisfação!

sábado, 17 de novembro de 2012

79º A palavra de hoje: Tormento


Trabalho complexo e cansativo
O peso do mundo dentro de si
Ver o normal no anormal
O avesso do que não é
Perder-se na palavra
Que nem sua é

Algumas nem chegam a amadurecer
Apodrecem antes mesmo de nascer
Outras ficam em estado de gestação
Atormentando-me, consumindo-me

Busca de ser palavra
Viver palavra
Incompreensão
De compreender
Vivo em outro mundo

Absurdo
Suado
Doído
Nascer

78º A palavra de hoje: maldita


Fugindo de mim encontraste
Maria
Moça branca
De fino trato
Estrato da sociedade
E tu?
Jogaste tudo pro alto
Família
Dinheiro
Trabalho
Amor...
Já não havia volta
Não eras mais
Nem sei explicar
O que foste
Não eras mais
Teus olhos mudaram
Maldita!
Moça branca
De fino trato
Maria

77º A palavra de hoje: sanidade


Tenho ouvido músicas velhas
Tenho relembrado fatos
Que em verdade
Já não sei se aconteceram mesmo
Tenho sentido saudades
De quem já partiu
Tenho desenhado flores infantis
Tenho lido dicionários
Buscando palavras
Bolorentas e mofadas
Tenho juntado dinheiro
Para alguma destemperança
Será que estou morrendo?
Ou só estou senil?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

76º A Palavra de hoje: Dicionário


Dicionário lúdico:
- Bom dia Helena! Bom dia mamãe! (Dar bom dia para si mesmo em terceira pessoa é recomendável)

- Ventinho bom!= ventilador (ventilador em dias de calor faz toda diferença)

- Ah! Caiu a internet! (Pode ser uma boa ideia para puxar assunto com alguém)

- Pocpoc e pocpoquinha! (bom nome para por em todas suas bonecas, respectivamente para as grandes e pequeninas)

- Helena bebê do pai! (sempre é bom lembrar que se é pequena quando a situação está preta)

- Helena mimo da mamãe! (lembrar a mãe de que ela te ama muito é imprescindível)

- Não nenê! Não fazi baiuio! (repreender a si mesmo vale muito no dia a dia)

- Come o água vau vau! (dar água aos cachorros nesses dias de calor é reconfortante)

- Não fecha os zoios mamãe! (vamos brincar até eu adormecer)

Como estudante da língua poderia fazer várias reflexões e análises... mas prefiro encarnar o papel de mãe coruja e ficar apenas encantada!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

75º A palavra de hoje: Leituras


Ouvi historinhas lindas. Vi figurinhas...li quadrinhos, li Julia e Sabrina e não me envergonhei. Li o que estava na moda. Li o que ninguém queria ler. Li e não entendi. Li e gostei. Li e me apaixonei. Li e não terminei. Li obrigada. Li entusiasmada e me decepcionei. Li e te conheci. Li e me encontrei.

Achei que era tudo verdade, depois achei a mentira e por último descobri que a mentira é verdade quando se lê. Li senhores ilustres, nas horas vagas li os marginais. Em algum momento tornei a Schlee...

O título seduziu... ”Luíza vinha de noite”... p.21. Lembro a primeira leitura e o desconforto: “mas como assim esse fim?”. Posso ouvir ainda hoje o tango “volver”...ah Gardel! Quanta significação! Ao som li. Ofegante, muda, nervosa, tremendo... Desnudei Luíza, quase toquei a pele gelada.

Gosto de tornar a ele e a suas mulheres. Gosto de nossos encontros furtivos me entendo com elas... “As palavras estão mortas nos livros; se as tenho para Luíza, são poucas, são falsas, já lhes falta serventia, porque já não dizem o que eu preciso e queria dizer de Luíza.” Eu quis ser Luíza! E fui! “...mulher morena e grandota, que passa sem ver a gente no meio de uma tarde de mormaço.”

“Luíza foi como veio.” Alguma coisa ficou... “Não vou contar...nem dizer mais nada. Parece que, ao contar, eu estaria inventando; ninguém ia acreditar.”

terça-feira, 13 de novembro de 2012

74º A palavra de hj: Sedução


Deram-me essa palavra, mas o que dizer... ficou martelando em minha mente, amadureci-a com meu olhar...
Algumas pessoas são sedutoras sem perceber, outras se esforçam para o ser. O seduzido também tem suas variações, uns preferem a simplicidade outros a afetação. Enfim, engraçado é ver alguém achar que está seduzindo, quando na verdade, seduzido está. Alguns acham que estão lhe seduzindo, quando na verdade, não há.
Eu prefiro pessoas sedutoras a coisas sedutoras... as pessoas nos surpreendem.

A sedução poderia ser uma mulher vestida de vermelho
Uma mulher dançando ao vento
Uma mulher em pranto
Uma mulher em desalento

A sedução poderia ser um homem vestido de preto
Um homem dançando ao vento
Um homem em pranto
Um homem em desalento
Uma criança

Tem que ter o mistério,
Pisar em terreno desconhecido
Depois da conquista
A sedução morre ou se transforma?
A sedução pode ser silêncio
A sedução em palavras

Ela me seduz e me faz crer que é minha
E quando a quero
Em minhas mãos
Em minha boca
Foge magoada
Arredia
Sedução palavra

domingo, 11 de novembro de 2012

73º A palavra de hj: Assassinatos


O pobre velhinho atravessava a Rua da Esperança, jamais poderia imaginar que seria atropelado, literalmente atravessado por aquele menino ávido por palavras, o velho com seus olhos bem arregalados e seu nariz grande disse: entrego tudo!...enfim, o que dizer de um crime gostoso assim.

Estava a mulher perdida em suas vastidões com seus olhos de mistério e melancolia quando a menina a espreitava detrás da esquina de alguma palavra, avistou a embarcação que vinha neste espaço de ninguém que é uma folha em branco. Pulou na nau e atravessou a mulher retalhando-a com os espelhos.

Com seu chapéu discreto, com seus olhos argutos e tristes detrás dos óculos pequenos, com seu bigode que mais parece um acento circunflexo sobre o ponto que é sua boca... vinha ele em mais um de seus disfarces, um fingidor de caráter, mal sabia que suas identidades foram descobertas... provou o veneno que lhe deram, estava disfarçado em uma doce palavra...quase um bálsamo para sua alma agitada.

Moça bonita, com olhar de alma, morreu Espanca-da por suas próprias palavras que, em algum momento foram pronunciadas por uma mulher desavisada.

Como refletir a existência se não for matando alguém?

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

72º A palavra de hj: A Morte


Morri!
Me esgueirei entre palavras
Fugindo de ti
Como mutante
Como andarilho
Como cavaleiro andante
Fugi!
Com palavras como escudo
Morri e morrerei
Mas como não morrer?
Morro em tua boca
Que me pronuncia
Mas renascerei
Em outras palavras

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

71º As palavras de hj: mentira de verdade


Tu sabes quando alguém está dizendo a verdade? Que mentira! A verdade só existe na mentira. Precisamos mesmo é saber mentir com verdade! Porque a verdade está nas palavras. Minto tão bem que minha mentira vira verdade! Tá bem! Vou contar a verdade! Conheci um velho escritor que só escrevia a verdade, mas ele percebeu que, quando o liam, os olhos dos outros transformavam suas palavras já não era mais verdade, e sim verdades. Então eu lhe perguntei: Mas a literatura não é ficção? Ele me respondeu: Só através da literatura podemos compreender o mundo e a humanidade, só assim encontramos a verdade. Bom, me convenci que a verdade é uma mentira e se eu acreditar nela então é verdade. Fiquei pensando muito nisso...e quando alguém nos diz uma verdade e preferíamos uma mentira? e quando alguém nos diz uma mentira e descobrimos a verdade? mas que verdade? verdade de quem? quem pode dizer o que é verdade?e se estiverem mentindo e não houver verdade? Escritores mentem verdades!!Quando lemos buscamos verdades ou mentiras? Trabalho com a palavra...mentir com verdade. A criatividade e imaginação são mentira ou verdade? Se aproveitam da mentira para contar uma verdade? Mentira disfarçada de verdade ou verdade disfarçada de mentira? Se eu quiser contar uma verdade e se já trabalhei as palavras...então já não é mais verdade!!!Qual o limite entre a loucura e a sanidade? Quem diz o que é verdade? As mentiras estão ancoradas em verdades... então elas podem ser verdade para alguém! Como podemos saber a verdade? Somos mentiras então! Ou somos fruto das nossas verdades? Sentiu a verdade na minha mentira? Não? Então vai-te e atira-te no rio! Com certeza, será uma verdade!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

70º A palavra de hj: Aniversário


O dia do aniversário é algo interessante de se analisar... uns odeiam, outros amam, é tudo muito relativo, mas com certeza é um momento de reflexão. Bom, vou refletir sobre o meu então!Eu amo!!
Ah! não tenho vergonha de dizer que fico que nem criança à espera de presente...ansiosa, agitada esperando nem sei o quê. Me sinto renovada, mais forte, capaz de tudo, penso que posso mudar o mundo.
Fico que nem cusco magro...à espera de um abraço, de um carinho. E o facebook, Orkut, MSN, etc... são a melhor coisa para que gosta de fazer aniversário como eu! Imagina 500 pessoas te felicitando, em alguns casos mais ainda! É o ápice! E que me importa se alguns eu mal conheço...pra festa a gente convida todo mundo!!! Uns felicitam porque te adoram mesmo, outros por educação, outros porque viram um amigo felicitar, eu curto todos e fico muito feliz. Quero mesmo é socializar minha alegria.
Tem aquele momento em que pensamos o tempo e o tempo é uma força. Eu me convenço que essa força só me renova e me prova que ainda estou viva, se eu pensar diferente vou chorar e se é para chorar que seja de alegria.
Quero chegar aos 100 para ver suficientes coisas para contar a alguém, quem sabe Deus...E quando meus filhos fazem aniversário eu faço junto, minha mãe, meu pai...os que eu amo...é bom aniversário compartilhado também!
Eu vi o chá de desaniversário do chapeleiro maluco no filme da Disney, mas não foi o suficiente, li Alice para poder absorver melhor essa ideia...adorei! imagina, 364 dias de desaniversário no ano! É tudo que uma louca, por aniversários, como eu precisa! São 365 dias de alegria e renovação!Festa!
Bom, tenho que ir... os melhores abraços ainda estão por vir!!!!

69º A palavra de hj: Schlee


Sobre o Schlee
Me deram um velho novo livro... Talvez o sobrenome do autor devesse ser “Se lê”. Me li ou li-me... Limei mesmo! Onças me unharam sem piedade, saltando do livro... me mostraram verdades, coisas que diziam, que contaram. Escutei com ouvidos famintos que mastigam histórias e letras muito bem tratadas. Conheci “realmente” o que realmente já conhecia. Voltei a algum momento que eu já tinha vivido com a inocência que só a escola nos depreende, mas com tantos lanhos das onças se esvaiu a inocência, ficou a leitura seca que nos obriga a passar a língua na boca e pedir mais e mais. Fiquei mais lida ainda quando o vi em carne osso, tão mortal quanto eu, não tinha chapéu de mago muito menos cara de escritor. Fiquei muito emocionada ao perceber que a magia está dentro da palavra e temos que tocá-la para que solte todo o seu vigor de bofetada. E não é que o velho medonho já estava em mim! Mas eu me vinguei à altura, também estava nele! O seus textos já não são mais seus! São meus! E os meus já não são mais meus! São seus!

Obrigada Schlee...

domingo, 4 de novembro de 2012

68º A palavra de hj: moldura


Se tu queres conhecer uma mulher
Mira seus cabelos
Neles estão contidas histórias
Salso chorão
Rebentação ao vento
Cortinas que nos revelam
As faces de mulher

Domados de sutilezas
Ou caindo em cascatas
Ondas rebeldes
Balançando
Sintonia de movimentos

Podem ser curtos
Revelando a nuca
Longos
Ocultando o dorso

Cheirando a cigarro
E bebida
Espalhados no travesseiro
Ressaca de mar

Brilhando ao sol
O bom mesmo
É vê-los desprevenidos
Um instante
De despertar
Saindo do banho
Em desalinho
Desabrochar

Mais curtos e cinzentos
Práticos para quem não tem tempo

Sem nenhum fio
Em desafio
Aos tropeços da vida

Branquinhos como nuvens
Por vezes amarelados
Como velhos retratos

Negros e selvagem
Ruivos e quentes
Loiros incandescentes
Castanhos doces e ardentes

Colados a pele
Suor
Ou em livre frescor

Assim vão eles
Contando e encantando
Histórias de mulheres
Histórias de amor