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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

75º A palavra de hoje: Leituras


Ouvi historinhas lindas. Vi figurinhas...li quadrinhos, li Julia e Sabrina e não me envergonhei. Li o que estava na moda. Li o que ninguém queria ler. Li e não entendi. Li e gostei. Li e me apaixonei. Li e não terminei. Li obrigada. Li entusiasmada e me decepcionei. Li e te conheci. Li e me encontrei.

Achei que era tudo verdade, depois achei a mentira e por último descobri que a mentira é verdade quando se lê. Li senhores ilustres, nas horas vagas li os marginais. Em algum momento tornei a Schlee...

O título seduziu... ”Luíza vinha de noite”... p.21. Lembro a primeira leitura e o desconforto: “mas como assim esse fim?”. Posso ouvir ainda hoje o tango “volver”...ah Gardel! Quanta significação! Ao som li. Ofegante, muda, nervosa, tremendo... Desnudei Luíza, quase toquei a pele gelada.

Gosto de tornar a ele e a suas mulheres. Gosto de nossos encontros furtivos me entendo com elas... “As palavras estão mortas nos livros; se as tenho para Luíza, são poucas, são falsas, já lhes falta serventia, porque já não dizem o que eu preciso e queria dizer de Luíza.” Eu quis ser Luíza! E fui! “...mulher morena e grandota, que passa sem ver a gente no meio de uma tarde de mormaço.”

“Luíza foi como veio.” Alguma coisa ficou... “Não vou contar...nem dizer mais nada. Parece que, ao contar, eu estaria inventando; ninguém ia acreditar.”

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