Ouvi historinhas lindas.
Vi figurinhas...li quadrinhos, li Julia e Sabrina e não me envergonhei. Li o
que estava na moda. Li o que ninguém queria ler. Li e não entendi. Li e gostei.
Li e me apaixonei. Li e não terminei. Li obrigada. Li entusiasmada e me
decepcionei. Li e te conheci. Li e me encontrei.
Achei que era tudo
verdade, depois achei a mentira e por último descobri que a mentira é verdade
quando se lê. Li senhores ilustres, nas horas vagas li os marginais. Em algum
momento tornei a Schlee...
O título seduziu... ”Luíza
vinha de noite”... p.21. Lembro a primeira leitura e o desconforto: “mas como
assim esse fim?”. Posso ouvir ainda hoje o tango “volver”...ah Gardel! Quanta
significação! Ao som li. Ofegante, muda, nervosa, tremendo... Desnudei Luíza,
quase toquei a pele gelada.
Gosto de tornar a ele e
a suas mulheres. Gosto de nossos encontros furtivos me entendo com elas... “As
palavras estão mortas nos livros; se as tenho para Luíza, são poucas, são
falsas, já lhes falta serventia, porque já não dizem o que eu preciso e queria
dizer de Luíza.” Eu quis ser Luíza! E fui! “...mulher morena e grandota, que
passa sem ver a gente no meio de uma tarde de mormaço.”
“Luíza foi como veio.”
Alguma coisa ficou... “Não vou contar...nem dizer mais nada. Parece que, ao
contar, eu estaria inventando; ninguém ia acreditar.”
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