O
que é Natal?
É
chegar dezembro e sentir o burburinho nas ruas da cidade?
Não
sei se é bem isso, mas também é isso. Seria um tempo de união. Seria um tempo
de contemplação e meditação, de encontrarmos o que temos de melhor. Ultimamente
não é bem assim... pensamos mais nos presentes que vão receber e menos no que
temos a dar.
Mas
ainda há esperança! Temos crianças, papais Noel anônimos, árvores de natal,
derreter de gelo do coração...
Natal
traz lembranças de papai Noel da infância... carinhos de vó, família reunida,
foguetes, comida, ansiedade infantil, por fim eu já sabia que era minha mãe que
se vestia de papai Noel, com aquela voz fininha, dava gosto ver a carinha dos
meus primos menores.
Mas
o tempo é mesmo implacável, tantos que já partiram, outros se afastaram.
Também, o tempo é cíclico porque outros chegaram para dar continuidade e
alegria. Todo aquele espaço gigantesco de quintal, toda alegria por uma
renovação...simplicidade e ternura. Egoísmo infantil de acreditar que papai
Noel não me faltaria... e não me faltou, com simplicidade e ternura.
Realmente
estou ficando velha ou atingindo algum tipo de maturidade ou ainda, obcecada
por remexer no passado. Tenho buscado minha infância, escutado músicas velhas,
olhado fotos antigas, rido de velhas coisas engraçadas. Sentido uma dorzinha
que desce pela garganta e que chega até o estomago. Posso sentir o gosto do
café passado de minha falecida vó materna. Visito seguidamente o quintal da casa de minha falecida vó paterna,
ele me parecia imenso... hoje é tão pequeno que me aperta.
Dezembro
se aproxima e também a melancolia de um tempo que não volta mais. Mas reviver
esse passado afirma meu presente de ser papai Noel e projeta meu futuro de café
e quintal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário