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domingo, 11 de novembro de 2012

73º A palavra de hj: Assassinatos


O pobre velhinho atravessava a Rua da Esperança, jamais poderia imaginar que seria atropelado, literalmente atravessado por aquele menino ávido por palavras, o velho com seus olhos bem arregalados e seu nariz grande disse: entrego tudo!...enfim, o que dizer de um crime gostoso assim.

Estava a mulher perdida em suas vastidões com seus olhos de mistério e melancolia quando a menina a espreitava detrás da esquina de alguma palavra, avistou a embarcação que vinha neste espaço de ninguém que é uma folha em branco. Pulou na nau e atravessou a mulher retalhando-a com os espelhos.

Com seu chapéu discreto, com seus olhos argutos e tristes detrás dos óculos pequenos, com seu bigode que mais parece um acento circunflexo sobre o ponto que é sua boca... vinha ele em mais um de seus disfarces, um fingidor de caráter, mal sabia que suas identidades foram descobertas... provou o veneno que lhe deram, estava disfarçado em uma doce palavra...quase um bálsamo para sua alma agitada.

Moça bonita, com olhar de alma, morreu Espanca-da por suas próprias palavras que, em algum momento foram pronunciadas por uma mulher desavisada.

Como refletir a existência se não for matando alguém?

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