Uma
vez li um poema
Falava
de vaquinhas
Holandesa
É
a minha
Com
seu úbere tão farto
Dificultando
seu lento caminhar
Com
veias grossas irrigando
O
amanhecer
Que
triste história tem essa vaquinha
Separada
de sua cria
Mas
seu leite gordo e branco
Muitas
bocas acaricia
Na
doce mornidão perfeita e natural
De
quando em quando
Ela
muge chamando ao longe
Com
seus olhos como que a sair de órbita
Cadenciado
ruminar, não de mágoas
De
esperanças
Faz
magia
O
verde em branco a se transformar
Minha
vaquinha tem sabedoria
Deita
na relva
Olha
no céu as estrelas
Tem
amigos passarinhos
Pousados
no lombo
Seu
fundo é branco com desenhos pretos?
Ou
preto com desenhos brancos?
Sabias
que as vacas não dormem?
Os
poetas também não.
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