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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

51º A palavra de hoje: Jaguarão


Olhei o relógio, 6hs da manhã, Jaguarão dormia ao som da farra dos passarinhos brindando o dia, eu ia, lendo o ano nas fachadas antigas, 1881, 1899, 1924, 1933... os comércios fechados, os porões, quando criança eu corria na frente da minha mãe e parava nas janelinhas dos porões querendo descobri algum segredo, com nojo das teias de aranha que ali ficam depositadas, quantas histórias devem impregnar as grossas paredes...mas isso eu pensei agora, segui, parei na esquina, cc nas grades das janelas, clube caixeiral, poderia tentar explicar o bafo que subia, ali mesmo, mas não encontraria palavras boas para dimensionar, lembrei da adolescência, segui vendo o rio, um chão de vidro entre Brasil e Uruguai, a ponte estava vazia, talvez ao longe alguém, que sentimento é esse que me vem por dentro?pertencimento?por que quando estamos em silencio dizemos tanto a nós mesmos?nosso lugar no mundo...tão grande e tão pequeno... o que estariam fazendo as pessoas em suas casas?e em outras cidades?o que estariam pensando?voltei fazendo o mesmo trajeto, sentindo-me dona daquele tempo e espaço, a cidade é minha ou eu sou desta cidade?

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