Domingo em Jaguarão me
dá um sentimento tão estranho, uma agonia, uma desinquietude, um estranhamento
de algo já tão conhecido. Um domingo de primavera, sol e rotina. De manhã cedo
abandono, próximo ao meio dia algumas pessoas indo almoçar nos restaurantes,
isso no pequeno centro, porque nos bairros vemos algumas crianças brincando na
rua, a mãe que chama ao longe para o almoço, essas coisas...e persiste o
sentimento. À tarde, depois das 4hs começa um movimento, famílias passeando de
carro, jovens num ir e vir constante, chimarrão e beira do rio, quem sabe uma
voltinha no lado de lá para ver o movimento dos frees. Quando entardece, o
ventinho da beira d’água leva as pessoas para o largo das bandeiras. Nas árvores
da praça os passarinhos numa algazarra frenética, a gritaria das crianças na
pracinha, começa uma certa nostalgia, o domingo se encaminha. À noite, os
carros giram na 27 de Janeiro, os jovens se agitam e eu me recolho. O domingo
termina com preguiça de ir... e se eu estou longe de Jaguarão, no domingo,
sinto falta de sentir.
Interessante a forma como se conduz o sentimento. Percebe-se que este fica em função do espaço, adquirindo certa mobilidade e, ao mesmo tempo, concretude. Adorei!!!
ResponderExcluirAdorei Maria!!!Parabéns pelo blog!!!
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