Senti vontade de sair à
rua
Como se minha própria
saliva
Estivesse a me sufocar
Como se todas as forças
da natureza
Estivessem a se
digladiar
Me falta alguma coisa
E não sei onde procurar
Tateando o nada
Vendo o tudo
Indo e vindo feito um
pêndulo
Sem nada além dos olhos
bem abertos
Com um choro seco
Queria me emborrachar
Me embriagar de tanta
inexistência
Rasgar os céus para te
comover
Como se fosse possível
comover alguém
Do que esse alguém não
consegue ver
E o que vejo eu, além
de sombras
do que poderia ter
sido?
E que sou eu a teus
olhos
se não o que não sou?
Nenhum comentário:
Postar um comentário