O
poeta não entendia por que quando brincavam de ser animais ninguém queria ser a
vaca. O gato, o cachorro, o leão, o pássaro. Nunca a vaca, tão digna ela. Nem se
importa, está mais disposta a alimentar, produzir. Ser sagrada. A vaca não ruge
feroz. A vaca não é a melhor amiga do homem. A vaca não é bonita como a gata. A
vaca pasta...E dai? A vaca é vida. A vaca anuncia o inicio do dia. Caminha lentamente
para a ordenha, não de maneira submissa. Altiva em sua importância, de quando
em quando abaixa a cabeça arrancando algum verdinho bem suculento, lá vai ela, cedendo
o leite de seu rebento. Abundante. Também anuncia o entardecer, lentamente, se
junta ao rebanho, aproxima-se da beira das casas com um olhar de melancolia.
Vai deixando um rastro... marcas de cascos e bostas para a festa dos
passarinhos. Sublime e profana com suas divinas tetas de amor. Foge a qualquer
padrão, mocha ou chifruda, balançando sua cola em lânguida flagelação. Ela é
uma heroína! Imagina! Seca, o açougue é sua destinação. Se aproveita até os
ossos. E se querem ofender uma mulher...chamam:VACA! Ah! As vacas são tão coloridas! Mesmo que inseminadas
demonstram tanto amor a vida!
Gostei!Realmente, coitada da vaquinha, sempre esquecida.
ResponderExcluir:D q bom q gostou! e tudo depende do nosso ponto de vista. Para mim, as vacas são muito generosas.
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