Como aquele último
pedaço de bolo que fica atirado na geladeira, ninguém lhe toma conhecimento da
existência, talvez quando começar a cheirar mal.
Como aquele papel
rabiscado e amassado que não atingiu o alvo na lixeira, ficou caído ali naquele
cantinho, cheio de palavras que não serviram a espera da próxima faxina.
Como aquele último gole
de bebida que fica no copo e que sabe que seu destino, hora ou outra, será o
ralo de alguma pia suja.
Como aquele animalzinho
que acha que os donos só viajaram, mas que voltarão logo... E ninguém volta.
Como criança que se
perdeu da mãe e vê que o dia se esvai.
Como idoso que volta a
ser criança que se perdeu da mãe e vê que o dia se esvai.
Como o poeta que
ninguém leu...assim estou eu.
Lindo!!! Demais....
ResponderExcluirobrigada amigo!!!
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