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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

13º A palavra de hoje: Amor


Sempre senti a necessidade de falar de amor, todos nós falamos de amor. Mas como é difícil falar de amor! Opa! Quer dizer, como é fácil falar de amor, o difícil é explicar o que é de dentro da gente.

Como explicar o inexplicável? Um corpo estranho, e com certeza, todo meu sistema imunológico o tentou expelir. Mas ele ficou. Algo que cresceu alterando qualquer possível equilíbrio hormonal. Desajuste, devaneio, descoberta, despertar... uma flor a desabrochar... Trauma.

Como aceitar o inaceitável? Milagre?

Noites em claro. Choro em vão. Dias e noites velando teu sono. Invadindo teu mundo. Perdendo o meu. Reconhecendo o que é meu. Mas não é meu!

O tempo que passa como que em trapaça. Já não te posso segurar!

Já não és meu, és do mundo.

Olhei pra trás e vi: Não fui o que deveria ter sido pra ti! Eu podia ter sido melhor, eu queria ter sido melhor...

Nunca mais serei a mesma.

 E de repente uma princesa... é o ciclo outra vez. Como pude eu esquecer tudo que  passei? Não esqueci, revivi.

Noites em claro. Choro em vão. Dias e noites velando teu sono. Invadindo teu mundo. Perdendo o meu. Reconhecendo o que é meu. Mas não é meu!

Eu estava mais madura. Fiquei sabendo que não poderia outra vez! Mas eu nem queria, está tudo bem. Mas então por que esse vazio que tenta me comer?

O primeiro sorriso, o primeiro beijo, balbuciar incompreensível que só eu sei compreender...

Nunca mais serei a mesma.

Fiquei tão clichê.

Eu quis ser poeta... sou mãe.


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