Sempre senti a
necessidade de falar de amor, todos nós falamos de amor. Mas como é difícil
falar de amor! Opa! Quer dizer, como é fácil falar de amor, o difícil é
explicar o que é de dentro da gente.
Como explicar o
inexplicável? Um corpo estranho, e com certeza, todo meu sistema imunológico o
tentou expelir. Mas ele ficou. Algo que cresceu alterando qualquer possível
equilíbrio hormonal. Desajuste, devaneio, descoberta, despertar... uma flor a
desabrochar... Trauma.
Como aceitar o
inaceitável? Milagre?
Noites em claro. Choro
em vão. Dias e noites velando teu sono. Invadindo teu mundo. Perdendo o meu.
Reconhecendo o que é meu. Mas não é meu!
O tempo que passa como
que em trapaça. Já não te posso segurar!
Já não és meu, és do
mundo.
Olhei pra trás e vi:
Não fui o que deveria ter sido pra ti! Eu podia ter sido melhor, eu queria ter
sido melhor...
Nunca mais serei a
mesma.
E de repente uma princesa... é o ciclo outra
vez. Como pude eu esquecer tudo que passei? Não esqueci, revivi.
Noites em claro. Choro
em vão. Dias e noites velando teu sono. Invadindo teu mundo. Perdendo o meu.
Reconhecendo o que é meu. Mas não é meu!
Eu estava mais madura.
Fiquei sabendo que não poderia outra vez! Mas eu nem queria, está tudo bem. Mas
então por que esse vazio que tenta me comer?
O primeiro sorriso, o
primeiro beijo, balbuciar incompreensível que só eu sei compreender...
Nunca mais serei a
mesma.
Fiquei tão clichê.
Eu quis ser poeta...
sou mãe.
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