Em um mundo em que se
fala tanto em originalidade tudo que vemos é a reprodução em massa. Um diz que
o bigode é a bola da vez e sai todo mundo ponde bigode sem nem saber o porquê.
Um número oito deitado,
simbolizando o infinito, vira tatuagem, anel, corrente, o diabo a quatro. Que
ironia neste tempo de tanta efemeridade!
Temos de estar
embalados, enquadrados, milimetricamente fechados nesse turbilhão de ter de
ser.
Fala-se tanto em saúde,
sustentabilidade, bulliyng... Tudo fachada! Vivemos aferrados a padrões de
beleza a serem conquistados a caro custo, saúde coisa nenhuma!
Sustentabilidade? Pouco importa aonde vão por tanto lixo, o negócio é consumir,
as gerações futuras que se arranjem! Aliás, o que são gerações futuras? Bulliyng...
São tantas explicações para explicar o que sempre existiu, mas que agora está
fora de controle.
A profissão do futuro é
a psicanálise e psicologia... Muitos problemas existenciais porque simplesmente
desaprendemos a existir, pensar e resolver-nos. Tomamos um remedinho, nos
deprimimos quando não temos, quando não somos, quando não aparecemos.
Visibilidade essa é a palavra! É Claro! Somos únicos. Como ser como ovelhas
então?
Mas não me entendam
mal! Quando falo em sermos únicos, não estou falando neste egoísmo crescente de
achar que o mundo gira em torno de nosso umbigo, de virar a cara para o próximo
como se ele não existisse, de gritar para o mundo “amo os animais e as flores!”,
“Não tenho preconceitos!”, “Tenho a mente aberta!”... E as atitudes? Sem
comentários.
Não é pessimismo,
talvez reflexão, indignação. Posso até estar exagerando, caindo no lugar comum.
Pode ser. Mas pelo menos penso. Penso que temos que pensar mais!
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