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domingo, 16 de setembro de 2012

23º A palavra de hoje: Refletindo


Em um mundo em que se fala tanto em originalidade tudo que vemos é a reprodução em massa. Um diz que o bigode é a bola da vez e sai todo mundo ponde bigode sem nem saber o porquê.
Um número oito deitado, simbolizando o infinito, vira tatuagem, anel, corrente, o diabo a quatro. Que ironia neste tempo de tanta efemeridade!
Temos de estar embalados, enquadrados, milimetricamente fechados nesse turbilhão de ter de ser.
Fala-se tanto em saúde, sustentabilidade, bulliyng... Tudo fachada! Vivemos aferrados a padrões de beleza a serem conquistados a caro custo, saúde coisa nenhuma! Sustentabilidade? Pouco importa aonde vão por tanto lixo, o negócio é consumir, as gerações futuras que se arranjem! Aliás, o que são gerações futuras? Bulliyng... São tantas explicações para explicar o que sempre existiu, mas que agora está fora de controle.
A profissão do futuro é a psicanálise e psicologia... Muitos problemas existenciais porque simplesmente desaprendemos a existir, pensar e resolver-nos. Tomamos um remedinho, nos deprimimos quando não temos, quando não somos, quando não aparecemos. Visibilidade essa é a palavra! É Claro! Somos únicos. Como ser como ovelhas então?
Mas não me entendam mal! Quando falo em sermos únicos, não estou falando neste egoísmo crescente de achar que o mundo gira em torno de nosso umbigo, de virar a cara para o próximo como se ele não existisse, de gritar para o mundo “amo os animais e as flores!”, “Não tenho preconceitos!”, “Tenho a mente aberta!”... E as atitudes? Sem comentários.
Não é pessimismo, talvez reflexão, indignação. Posso até estar exagerando, caindo no lugar comum. Pode ser. Mas pelo menos penso. Penso que temos que pensar mais!


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