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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

14º a palavra de hoje: Aprender


Aprenda com os jovens, aprenda com os velhos.
Aprendo tanto com ela, e ela só tem dois anos de idade. Tempo suficiente para saber qual o real valor da vida. Estou aqui pensando que, em verdade, com o passar do tempo vamos desaprendendo...
Mas eu lhes digo, estou aproveitando a chance, leio-a todos os dias e aprendo. Já tive uma oportunidade antes, mas não tinha a maturidade necessária para ler, apenas decodifiquei. Agora não, leio como se lê uma poesia, soltando minha imaginação, visualizando cada imagem sentindo os cheiros, diria até que vivemos poesia na infância e é quando a abandonamos que desaprendemos a importância e o lirismo da vida.
Espirro+ pum= risos
O pato que por vezes é tapo
Conversar com cachorros e passarinhos
Chorar sempre que não gostar de alguma coisa
Sentir ciúmes e expressá-lo imediatamente
Beijos babados sem o menor motivo
Fazer os ruídos mais esquisitos sorrindo
Pedir amor tão espontaneamente que se torna impossível negá-lo
Querer a mãe e o pai sempre perto
Não ter nenhuma preocupação estética
Pedir água se torna uma grande descoberta linguística
Tentar colocar o dedo do pé na boca é um grande feito
Preferir o carreteiro ao file
Levar os primeiros grãos de arroz a boca, mesmo que a metade fique pelo caminho, é sinal de independência
Olhar o dinheiro como quadradinhos coloridos e bolinhas douradas e prateadas, um verdadeiro tesouro
Brincar com qualquer criança, com os olhos de criança, não importa a roupa, o cabelo ou outros detalhes desimportantes, a vontade de brincar sim é fundamental
Chamar a atenção descaradamente sem disfarce
Fazer manha
Dizer a verdade sempre, mesmo que vá doer depois
Brincar com o nada, lembrei até o quanto o nada é tudo na infância  
Usar a imaginação e chegar onde queira
Dançar desengonçadamente
Ser dono de um palácio intransponível de amplitude e magnitude inenarrável
A alegria de colher com alegria uma simples flor
Rolar na grama desfazendo o cabelo enxovalhando a roupa toda
Desconsiderar o tempo. O tempo é o do viver
Fora coisas que talvez minha leitura não consiga abarcar e é ai que está a riqueza desta obra.
É preciso ter sensibilidade para ler.
É bem provável que eu não consiga terminar de lê-la, por isso eu falei dos velhos lá no inicio.






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