Todo dia pingo uma
palavra
Juntando frases
Formando textos
Na busca incessante de
mim
Na vã esperança de ser
compreendido
Com a certeza da
incompreensão
Vamos lentamente dando
vazão
Eu das minhas
Tu das tuas
Nós das nossas
Como chuva mansa
Que pinga macio
Na terra ressequida
Hidratando, penetrando
profunda
Vai alimentando as
plantas e quem sabe os prantos
Vão saindo choradas
As palavras
Meio tímidas devido à
nudez
Por vezes afiadas...
brilham feito punhais
Rasgam o peito
Olhai!
Pobres palavras!
Vão desfalecendo
À medida que teus olhos
furtivos
Se desviam
desinteressados
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