Um menino
chamado Lupicínio. Sua cabeça era tão grande que seus pais acharam que ele não aprenderia
a caminhar. Era ojerizado por todos, inclusive pelos seus.
Lupicínio tinha tantas
coisas a dizer, mas ninguém queria ouvi-lo, na verdade o temiam. Como se fosse
um monstro perigoso. Não ia a escola, não brincava com as outras crianças. Em
verdade, só crescia, parecia uma bomba relógio prestes a explodir.
Os médicos intimamente
desejavam dissecá-lo, descobrir-lhe os mistérios do monstruoso cérebro. Lupicínio
era de outro mundo, pensavam alguns.
Como que por destino,
um dia Lupicínio saiu sozinho, tendo por companhia sua imensa solidão. Foi
então que alguma alma vil atingiu aquele chamativo alvo. Como pode uma pedra tão
pequena causar tamanho estrago? Passou-se o tempo...como se passa em toda
parte.
Silêncio se fez naquela
localidade. Mas todos se indagavam intimamente - Como podia brotar, sempre,
tantas flores coloridas em meio às pedras incrustadas? Uma menina, no banco da
praça, desenhava um menino de enorme cabeça de sementes douradas.
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