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sábado, 22 de setembro de 2012

30º A palavra de hoje: Lupicínio


Um menino chamado Lupicínio. Sua cabeça era tão grande que seus pais acharam que ele não aprenderia a caminhar. Era ojerizado por todos, inclusive pelos seus.
Lupicínio tinha tantas coisas a dizer, mas ninguém queria ouvi-lo, na verdade o temiam. Como se fosse um monstro perigoso. Não ia a escola, não brincava com as outras crianças. Em verdade, só crescia, parecia uma bomba relógio prestes a explodir.
Os médicos intimamente desejavam dissecá-lo, descobrir-lhe os mistérios do monstruoso cérebro. Lupicínio era de outro mundo, pensavam alguns.
Como que por destino, um dia Lupicínio saiu sozinho, tendo por companhia sua imensa solidão. Foi então que alguma alma vil atingiu aquele chamativo alvo. Como pode uma pedra tão pequena causar tamanho estrago? Passou-se o tempo...como se passa em toda parte.
Silêncio se fez naquela localidade. Mas todos se indagavam intimamente - Como podia brotar, sempre, tantas flores coloridas em meio às pedras incrustadas? Uma menina, no banco da praça, desenhava um menino de enorme cabeça de sementes douradas.




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